8.8.06

Como estão as coisas na ZN

Para começar, não é uma região tão isolada assim se você tem um carro. Passou a ponte da Casa Verde, é logo ali. Foda é quando não se tem carro e se depende de ônibus. No mínimo uma hora e meia pra chegar na USP, por exemplo. Tem dias que fico umas quatro horas dentro de ônibus. Ou seja, vou na auto-escola ainda essa semana.

Quanto à casa: a escada está pintada até a metade, não tem teto num dos banheiros e não tem cortina no box do outro, no meu banheiro tem um aquecedor a gás que vaza, eu ainda não pendurei os quadros no meu quarto e o cesto de roupa suja é uma caixa de papelão. A pintura dos cômodos não está exatamente terminada e o sofá finalmente está sucumbindo aos arranhões do Rilke. Por outro lado, tudo que está de pé efetivamente funciona e a vida é bem possível. Tem até internet. :)

Quanto aos habitantes da casa (do menor para o maior): meu gato continua preto, só que agora está um pouco maior e seus instintos de vagabundeagem estão mais aguçados. Outro dia ele saiu e brigou com o gato-vaca que mora aqui na vila. E ele recentemente descobriu que brincar com água é divertido. Minha irmã está em Minas Gerais com o Oswald. Eu estou trabalhando muito, estudando muito e ensaiando muito, mas estou viva e bem. Minha mãe está trabalhando com a Preta Gil (!?!) e meu pai tem feito o que sempre faz - ou seja, assustar pedestres incautos com suas incríveis manobras a bordo de um Uno Mile.

Quanto à futura visita: não desistam, ela ocorrerá. Eu ainda sou a favor de um sábado (nos encontramos na Consolação e blábláblá). Enquanto ela não se concretiza, no entanto, tenham paciência com a Luzia e dêem uma ligada para ela quando forem fazer coisas, ainda que seja improvável que ela possa ir. Juro que os impedimentos são de ordem prática e nada mais.

Pronto.